Americanos na Amazônia – O dia em que o Brasil disse Não aos Estados Unidos

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“Quem vai povoar o vale do poderoso Amazonas?” – Você sabe que cidadão americano disse essas palavras? Parece bem atual, coisa do século XX ou XXI, mas isso foi dito pelo tenente sulista Matthew Fontaine Maury, em 1800 e bolinhas e desde sempre os americanos têm interesse na nossa Amazônia. Li recentemente este artigo publicado na revista da Fapesp e mostra os interesses em benefício próprio do Tio Sam novamente em nossas terrinhas, talvez a primeira oficial sobre nossa Amazônia.

Querendo dar um jeito nos negros na Guerra Civil americana, James Watson Webb Papers escreve: “Libertar os negros do Sul e deixá-los onde se encontram será o início de um conflito que só poderá terminar com o extermínio de uma ou da outra raça. A raça negra é caracterizada por uma ignorância degradante e inferioridade mental, enquanto os escravocratas são honrados, patriotas e de mente elevada”. Seu projeto era constituir uma empresa binacional de colonização da Amazônia com negros americanos livres ou em que seriam libertados ao longo da Guerra Civil. “O (marquês de) Abrantes ficou de tirar cópias de tão singulares propostas e de responder como convém ao Webb”, anotou dom Pedro II em seu diário em junho daquele ano, já ciente do projeto de “deportação” de negros. Para Webb, o Brasil estava carente de mão-de-obra escrava e aceitaria, como se os EUA estivessem fazendo um favor para o Brasil, os negros americanos aqui, homens fortes, aptos ao trabalho e acostumados com a região quente do Norte brasileiro. Porém, o Brasil queria “branquificar” a raça com a recepção de imigrantes europeus, rejeitando até mesmo chineses, pois iriam de encontro com o novo propósito de raça.

Homens de peso, entre eles o presidente Lincoln, acreditavam que a melhor coisa para ambas as raças era a separação e a conservação do Norte apenas para os brancos. E agora, Obama, quem é o seu modelo político mesmo?

“O negro que está prestes a ser manumisso (libertado) foi treinado para o trabalho: é dócil e tratável, mas suspira por liberdade. Deus, em Sua infinita sabedoria e misericórdia, tornou possível por meio da política e interesses dos EUA e do Brasil assegurar-lhe essa liberdade.”,  segundo Webb. Assim, os negros americanos seriam agraciados com terras pelo governo do Brasil.

Como resposta, não pela soberania ou pelo absurdo do apelo, mas pelos novos interesses em outra sociedade, responde Abrantes: “No entanto, nada dessa ordem poderá ser tentada em nosso país, pois temos uma lei que impede expressamente a entrada de qualquer negro liberto em nossas fronteiras. Encaminho a lei para seu conhecimento. Renovo meus votos de apreço e estima. Abrantes.” O projeto foi arquivado.

Leia a matéria completa aqui.

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1 comentário

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Uma resposta para “Americanos na Amazônia – O dia em que o Brasil disse Não aos Estados Unidos

  1. CILENE

    só queremos que tirem os americanos da amazonia ou já tá dificil

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