Arquivo do mês: abril 2008

Desculpe, bilionários, mas meu coração já tem dono…

Huahuahua, é noticia de jornal: os bilionários se casam com morenas.

Enquanto as loiras se ocupam em divertir os ricos de plantão, são as de cabelo castanho que capturam os corações dos endinheirados. Apenas 22% dos 100 homens mais ricos do mundo têm esposas loiras, contra 62% de morenas. Mulheres com cabelo preto têm 16% dos bilionários. Nenhum dos magnatas tem mulher de cabelo ruivo.

Agora, fica a questão: o que é cabelo castanho para uma pesquisa européia? O meu castanho escuro tá dentro? E loiras? São as originais ou aí no meio estão as que pintam também? Ou eles pesquisaram no íntimo das esposas mais ricas do mundo pra saber se elas são loiras de verdade?

E o que é que essa foto aí de cima tem a ver com o assunto? Bom, esse foi um dia de bilionárias que eu e Dri tivemos em Amsterdam. Mas não foi nenhum bilionário que pagou a conta não! Legal é o toque da “gueixa” tirando nossa foto.

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Ruinair

Esse é o título do livro lançado pelo irlandês Paul Kilduff. Sabe qual é o preço? Somente €0,01! Uma barganha! Bom, mas com taxas e impostos o valor final é de €12,99. Se você tinha alguma dúvida de sobre do que se tratava o livro, agora você tem certeza, não?

 

Os temas que Kilduff geralmente utiliza em seus livros não têm nada a ver com empresas aéreas de low-cost. Muito ao contrário, seus objetos de pesquisas sempre foram na área de finanças, mas depois de uma “boa” experiência com um vôo da Ryanair se sentiu na obrigação de escrever sobre. Também, dez horas encalhado em Málaga dava pra escrever umas 20 paginas revisadas! Na realidade, ele viajou durante dois anos em diversos destinos oferecidos pela Ryanair e outras low-costs e faz um relato da experiência dos pontos altos e baixos, tanto turísticos no destino quanto a experiência de voar barato.

 

Ele sentiu logo a diferença do quanto um tema polêmico traz consigo uma longa conversa. Ele cita que quando lhe perguntavam “É, você é escritor? Sobre o que você escreve?” Quando respondia finanças, as pessoas sempre respondiam não muito entusiasmadas “Ah, sei…”. Mas ao contar que estava escrevendo sobre a experiência de voar em low-cost, todo mundo tinha uma história pra contar!

 

Pensa que esse trabalho de viajar é moleza? Ele teve que viajar por 20 países e alguns dos destinos eram tão sombrios que ficar lá por 48 horas era quase a morte! E por que escolheu a Ryanair? Em suas palavras: “After flying on every single low-fares airline in Europe, I still think Ryanair is the most hostile, aggressive and in-your-face! And the flying experience is certainly the least pleasant”. E completa dizendo que comprou um vôo em uma companhia chamada German Wings por €0,01 e as aeromoças eram amigáveis, tinham lanche gratuito. Já a Ryanair faz questão de seguir o modelo “desagradável de ser” como primeiro requisito. É o cliente que segue as regras deles! Não há chorumelas! Eles não mudam os vôos por sua causa, você tem que chegar no horário, você tem que trazer todas as suas documentações certinhas, não traga excesso de bagagem! Se você não segue as regras, desculpe, você literalmente paga por isso.

 

Após descascar toda a companhia aérea e de dizer que seu CEO não é maldoso e arrogante (é só um papel que ele tem que cumprir seguindo as regras da Cia., que no dia-a-dia ele é uma pessoa amigável – sorte sua se encontrar ele fora de um ambiente de aeroporto), ele revela que se sente bastante orgulhoso de ver uma Cia. Irlandesa voar todo o céu da Europa, algo impensável 10 anos atrás. E o baixo valor das passagens ajuda a integrar toda a Europa. Ahhhh, que lindo! Uma historia de amor! O amor é tanto que ele vai escrever um outro livro, Ruinairski, sobre os destinos da Ryanair no Leste Europeu.

 

Enfim, pra mim, vale a pena! Tudo vale a pena quando a distancia é pequena. Voar mais de três horas numa low-cost não é algo muito recomendável. As pernas cansam, você fica sem posição. Mas como encontrar uma distância do Iapoque ao Chuí na Europa é meio difícil, então relaxe! Ah, se você viaja com crianças pode ser um transtorno também pela dificuldade de encontrar assentos juntos.

 

 

Vôo e vôo sim! E a Ryanair é a imbatível nos preços no quesito regularidade. Sempre os vôos estão mais baratos, exceto por promoções esporádicas de outras Cias. Vôo barato pra mim agora só abaixo de €35,00. Ida e volta!

 

 

Leia mais sobre experiencias em low-cost no site da Adri e do Riq.

Pra saber sobre o autor de Ruinair, clique aqui!

 

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St Patrick’s Day!!!

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Saint Patrick é o padroeiro da Irlanda. Graças a ele o trevo de três folhas é um dos símbolos da Irlanda. Sabiamente, Saint Patrick (ou São Patrício, aportuguesando) exemplificou o Santíssima Trindade usando o trevo de três folhas. Deve ser por isso que encontrar um trevo de quatro folhas é tão valorizado. Um trevo de quatro folhas então simboliza mais do que o Pai, o Filho e o Espírito Santo. Bom, só suposição usando-se lógica. Mas bem da verdade, há mais trevos no sítio de Dona Sinhá do que aqui na Irlanda. Nos matinhos do sítio da minha avó, facilmente encontramos trevos, mas por aqui, nunca vi nenhum, só as sementes que são vendidas em todas as lojas de souvenires. Deve ser que junto com as cobras, Saint Patrick também “expulsou” os trevos. Sim, não há cobras na Irlanda porque Saint Patrick expulsou todas há mais de mil anos. Com um cajado de madeira na mão, ele conduziu todas as cobras da Irlanda em direção ao mar e elas nunca mais voltaram. Depois de saber disso, não tenho mais medo de andar nos matos da Irlanda.

 

 

 

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O St Patrick’s Day é celebrado dia 17 de março, sendo feriado nacional e dia santo. Dia 17 de março é a suposta data de seu falecimento. Essa data é comemorada em muitos lugares do mundo, sendo a maior celebração em Nova Iorque, quando as pessoas vestem verde para relembrar os campos verdejantes do interior da Irlanda. É a maior festa da Irlanda com uma grande parada na avenida principal, pubs lotados e permissão para se beber do lado de fora dos pubs. Aqui não é permitido beber na rua, então esse dia se torna mais especial ainda para os irlandeses, mas com um porém: só depois das 16h. Também imagine se eles começassem desde cedo? As comemorações começaram na quinta-feira e terminaram na segunda-feira, dia 17. Muitas festividades na cidade, parque de diversões e muita Guinness.

 

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Minha comemoração começou no sábado. Fui a Cashel  ver o festival de fogos de artifício, o SkyFest. Na verdade fui trabalhar lá, um trabalho muito duro: viajar, entregar durante 20 minutos gorros e cachecóis pro povo que foi pra festa, ver os fogos, voltar pra casa e ganhar bem por isso. Muito difícil! E não foi poucos fogos não, foi em torno de 15 minutos com uma linda paisagem ao fundo de um castelo do século IV, o Rock of Cashel. Espetacular!!! Veja o vídeo de 1 min, de 5 min e veja também a fumaça dos fogos se indo e o castelo aparecendo. Muito lindo!

 

 

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No domingo, fui comemorar o aniversário de Tanylle. Feijoada!!! Tudo é possível aqui nessa Irlanda.

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Uma cozinheira muito boa!!! E a baianada toda lá!

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No dia da Parada mesmo, fomos pra O’Connell Street ver qual era a parada. Bom, é tipo desfile de Sete de Setembro, um pouco mais animado. Eles homenageiam também as comunidades que vivem na Irlanda. Cada país faz um desfile.

 

 

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Na hora que passou o Brasil eu estava no telefone tentando escutar a Lisa e não prestei atenção. Mas era tipo um cara em cima de carro andante cantando uma musica de Axé, mas acho que era play-back… Depois disso fomos ao The Market almoçar.

 

 

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Depois do almoço, fomos para frente do National Concert Hall onde estavam tocando música tradicional irlandesa e apresentação de dança.

 

 

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E lá fomos nós tentar dançar.

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Sou boa de samba, que requebra as cadeiras e dança irlandesa se mexe muito o pé, mas não há remelexo. Não pode haver na verdade, é esse o jeito de dançar. Se requebra, tá errado.

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Pra terminar: PUB!!!! Ai, não se tem muito o que dizer, pub é pub.

 

 

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Deixando-se a metáfora de lado, não há cobra na Irlanda deste o período pós-glacial. Foi uma metáfora que St Patrick, o missionário do Cristianismo, utilizou para expulsar as coisas demoníacas dos Druidas que viviam aqui e não eram cristãos. Ao tentar trazer o Cristianismo a Irlanda, ele se utilizou do trevo também porque o trevo era sagrado para os druidas. Esperto ele, não?

Saiba mais sobre St Patrick e St Patrick’s Day aqui, aqui e aqui. 

 

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